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Brasil: Varejo paulista faturou R$ 48,4 bilhões em janeiro

Brasil: Varejo paulista faturou R$ 48,4 bilhões em janeiro

Abril 3, 2017

👤Periodista: María Alejandra Lopez Fuente: Economia-iG 🕔03.Abr 2017

 

De acordo com a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), o varejo paulista registrou faturamento real de R$ 48,4 bilhões em janeiro, alta de 4,2%, ou seja, aproximadamente R$ 2 bilhões a mais se comparado ao mesmo mês do ano passado.

A Fecomercio-SP apontou o resultado como o melhor para o mês de janeiro desde o início da série histórica, em 2008. Em relação ao acumulado dos últimos 12 meses, o setor apresentou acréscimo de 0,8%.

Regiões e Atividades

No que se diz respeito às 16 regiões analisadas, somente Osasco, Bauru e Guarulhos apresentaram recuo no faturamento de janeiro se comparado ao mesmo mês de 2016, com -10,3%, -4% e -1,6%, respectivamente. Já Marília deteve o melhor desempenho, com 13,4%, seguida de Araraquara, com 12,8% e Ribeirão Preto, com 11,4%.

Das 9  atividades que compõem a pesquisa, 6 tiveram aumento em seu faturamento real: concessionárias de veículos, com 19,5%, farmácias e perfumarias, com 16%, autopeças e acessórios, com 15,4%, materiais de construção, com 9,1%, lojas de móveis e decoração, com 7% e outras atividades, com 6,9%. Assim, juntas, contribuíram com 5,7 pontos porcentuais para o resultado geral.

Em contrapartida, eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos registrou queda de -9,2%, assim como lojas de vestuário, tecidos e calçados, com -5,2% e supermercados, com -0,8%. Dessa forma, o impacto negativo para o comércio varejista paulistano em janeiro foi de 1,5 ponto percentual.

Segundo a assessoria econômica da Federação, a melhora nas vendas do varejo paulista foi influenciada por fatores como a criação de vagas formais, a queda da inflação e dos juros, elevação na renda agrícola por conta do aumento de exportações de commodities, que acabam por impactar também nos bons resultados dos indicadores de confiança de consumidores e empresários.

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Expectativa anual

Para a entidade, o Estado, diante de sua estrutura produtiva, se beneficia intensamente da boa performance das exportações, o influencia na reação do desempenho do comércio. Atualmente, um processo de recuperação do ciclo recessivo das vendas do comércio varejista, iniciado no primeiro trimestre de 2014, já está em curso.

Em relação à trajetória recente do comércio varejista juntamente do comportamento dos principais indicadores econômicos e suas perspectivas, estima-se um crescimento de 2,8% nas vendas para este ano, acima da projeção de 2,5%.

Varejo paulistano

As vendas do varejo na capital paulista também apresentaram alta de 5,9% em janeiro, atingindo R$ 15,1 bilhões. Na série histórica, iniciada em 2008, foi o segundo melhor resultado do varejo paulista para um mês de janeiro. Assim, a taxa acumulada nos últimos 12 meses foi de 1,2%.

Das 9 atividades analisadas, 6 apresentaram acréscimos no faturamento no primeiro mês do ano: autopeças e acessórios, com 25,4%, farmácias e perfumarias, com 20,6%, concessionárias de veículos, com 8,2%, materiais de construção, com 18,2%, outras atividades, com 9,3% e supermercados, com 1,9%. Juntos, esses segmentos contribuíram positivamente com 8 pontos porcentuais para o resultado geral.

Por outro lado, decréscimos foram observados nas atividades de lojas de vestuário, tecidos e calçados, com -13,8%, eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos, com -7,7% e lojas de móveis e decoração, com -2,8%. Somados, os resultados representaram pressão negativa de 2,2 pontos porcentuais nas vendas do varejo.

De acordo com a Fecomercio-SP, a recuperação do varejo paulistano em janeiro deu sequência a dois resultados positivos obtidos a partir de novembro de 2016. Com isso, indica uma melhoria nas expectativas dos consumidores. Já em relação às vendas das concessionárias na Capital, a média foi de 43%, evidenciando estimativas mais otimistas para o crescimento do varejo, cujo faturamento pode crescer 3,9% ao longo deste ano.

Fonte: Economia – iG 

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